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Interlúdio I - Henri!!

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Interlúdio I - Henri!!

Mensagem por Felipe em Ter Maio 16, 2017 6:24 pm

Tendo desembolsado uma pequena fortuna em ouro (100 po), conseguiu que o levassem a um templo abandonado na cidade de marsember, protegido por bandidos. Sabia que seria um encontro arriscado, mas a informação era confiável.
Ali, obrigado a dispôr de suas armas, é recebido por quatro moleques brutamontes. Não deviam ter mais do que 20 anos, e o mais "bem armado" portava espada curta. Os outros, apenas paus e ferramentas do campo. Deviam ser os "valentões do pedaço".

Mas dentro das paredes do templo, as coisas mudam de figura. Ali, um guarda local devidamente paramentado o conduz à sala do capelão, ou o que um dia foi uma, hoje tomada por poeira e teias de aranha.
Ao entrar, um círculo brilha no chão, deixando o guarda apreensivo e levando a mão à arma. Mas quando o círculo se apaga, ele diz:
- desculpe por isso. Se está vivo, é porque não tem a intenção de matar ninguém aqui dentro. Não é o primeiro que consegue chegar até aqui, e antes éramos em cingo.

Virando um amuleto decorativo na parede, parte do chao baixa como uma grande plataforma, até assumir uma nova forma, grandes degraus de uma escada em espiral descendo a um grande porão.
Ali, várias camas serviam de abrigo a refugiados de guerras e indigentes. Entre eles, o guarda o leva a um que era rodeado por outros, um homem de meia-idade, cabeços grisalhos e pele pálida como a de alguém que acaba de se recuperar de uma séria enfermidade.

Ao vê-lo, ele educadamente dispensa um grupo de crianças a quem ensinava histórias locais, e ao se levantar com dificuldade, ele tira do cinto um pequeno frasco com um líquido azulado, bebendo um pequeno gole de seu conteúdo.
Era visível que sofria de algum ferimento na perna direita, permanecendo em pé com dificuldade com a ajuda de uma bengala ornada com jóias, que destoava de todo o resto de sua caracterização.
Seria um disfarce ou fruto de um roubo bem sucedido?

Ele vai até outro canto, passando por um arco e percorrendo um corredor curto, e faz uma curva entrando numa sala como um gabinete, os móveis destruídos por algum vandalismo.
Quando entram, o guarda tranca a porta às suas costas, ficando apenas vocês dois ali dentro.

Ali, ele levanta uma cadeira, sentando e contando sobre o azar de todo seu grupo de aventureiros. Atraídos pelos boatos sobre monstros na estrada entre Marseber e Ordulin, foram atrás de fama e fortuna, enfrentando com facilidade bandidos da estrada. Mas depois de cruzar a fronteira, eles compraram o pernoite numa fazenda de gente simples, mas supersticiosa.

Quando a noite já ia alta, todos acordaram ouvindo estranhos gritos nos campos. O faendeiro acordou toda sua família, e ali se colocaram de joelhos, a rezar fervorosamente a algum deus que não conheciam. na verdade, até aquele momento nunca acreditaram nos deuses, em céu ou inferno. Mas a noite seguia avançando, os gritos se aproximavam cada vez mais, e o chefe do grupo, um valente cavaleiro, mandou dois de seus melhores homens rondar a casa em busca de qualquer sinal de invasores. Pensaram tratar-se de bandidos aterrorizando os mais simples para roubar-lhes a lavoura ou a criação... não podiam estar mais longe da verdade.

Aqueles dois nunca mais foram achados, senão pelo braço do espadachim, arrancado com a precisão de uma navalha e largado na entrada do casarão.
Outros dois, agora mais receosos, ficaram do lado de fora para proteger, e ali permaneceriam até o amanhecer... só que o Sol não chegava nunca.

Com o passar das horas, e ouvindo as rezas da família, o grupo ficava cada vez mais tenso e amedrontado, então decidiram sair todos e circundar a casa. Num ato hostil, puseram fogo em parte do telhado para iluminar muito mais longe. e o que viram... preferiam nunca ter visto.
Sombras e vultos sem corpos circundavam a casa, como se fossem ladrões cercando uma vítima, exceto que a luz não os afugentava como fazia com os animais.

BUM!!

Num estrondo, os cavalos estouraram seus coches e fugiram do celeiro.
A família correu para tentar pegá-los, pois era tudo o que tinham, sua força de trabalho.
Ilana, a filha mais velha do fazendeiro, dobrou e caiu ao passar sem perceber por dentro de uma sombra, que dobrou de tamanho.
Fergus, um gnomo alquimista que nos acompanhava, arremessou duas pedras de luz, foi o bastante para afastar as sombras e puxarmos todos pra dentro da casa, fechando as portas e as janelas. Fergus colocou armadilhas brilhantes em todas as entradas. nada passaria sem causar um clarão e ficar paralizado, tempo bastante para que fugíssemos.

Passaram mais algumas... MUITAS horas, e nada mais aconteceu. O silêncio lá fora era terrível. Não deixamos mais a família rezar, pois aquilo só nos deixava nervosos.
Então, a porta se abril com suavidade... era Ilana, a filha do fazendeiro. Mas... COMO??

Ele faz uma cara de amedrontado, como se lembrasse da cena, e continua.

Ela entrou, e a mãe correu até ela, aliviada. Mas quando foi abraçá-la, antes que qualquer um pudesse impedir, ela foi atravessada pelo braço da filha... A PRÓPRIA FILHA...

A expressão tornava-se cada vez mais transtornada, lágrimas teimando em verter dos olhos.

Então a filha de uma... aquILO, porque não era uma menina, firou uma coisa enorme, pálida e de olhos escuros, o rosto totalmente deformado, e atacava com as mãos, que tinham o poder de enfraquecer cada um ali, e com dentes de animal... aquela coisa era muito forte, e muito rápida.
Matou todo o bando... menos eu e o fazendeiro, que corremos pros fundos da casa. Fergus estava morto e eu estava com sua bolsa de tranqueiras, então joguei várias pedras de luz, que pareciam retardar aquela coisa, mas apenas o bastante para que corressemos, antes dela voltar a nos perseguir.

No fim, o fazendeiro ficou louco. Disse que fomos nós que matamos sua família, e nem os deixamos rezar por suas almas. Ele me atacou... eu me defendi... ele caiu em cima do próprio facão e cortou a perna. O sangue...

Ele parece sofrer uma convulsão, a cara retorcendo na tentativa de conter um choro amedrontado.

No final, eu apaguei, exausto. De mais de 15 pessoas naquela casa, só sobrava eu. Já não tinha mais pra onde correr. A noite estava tão escura que era como se as janelas estivessem cobertas por verdadeiras mortalhas.
Acordei com a luz do sol na minha cara. Estava do lado de fora... no meio do nada. Não havia NADA em lugar nenhum, como se eu estivesse no meio do campo. Sem passos... sem rastros... sem estrada e sem casa. NADA existia.

Eu andei por dois dias inteiros até um grupo de guardas me encontrar e me tomar por maluco. Eu não conseguia falar. A voz simplesmente não saía. Foi quando encontraram uma máscara ensanguentada no meu bolso (outra vez a expressão horrorizada). Mas eu não lembrava como tinha ido parar ali. Nem me lembro de ninguém ter sangrado. Não daquele jeito. Não perto de mim enquanto eu fugia para os fundos... (a última parte sai quase como um sussurro).

Acharam que eu tinha matado todo o bando e sumido com os corpos. E ME esfaqueado para disfarçar... como se alguém pudesse inventar uma história dessas. Então na primeira chance, quando me levavam para ser interrogado... e espancado... eu consegui escapar.

Mas eu não escapei. Não... É IMPOSSÍVEL escapar delas. Estão ali, e aqui, e em toda parte. elas nos vêem, nos escutam e nos seguem.

A expressão muda, para uma aparência completamente enlouquecida e transtornada.
Então ele olha pra você, os olhos esbugalhados, e atira no chão sem aviso uma pedra de luz, provocando um forte clarão.

Quando a visão retorna, ele estava encolhido num canto, balançando e abraçado ás próprias pernas, segurando com força a bengala, rindo e falando loucuras sobre "elas estão vindo. Elas vão me pegar, e vão TE pegar. Não há pra onde escapar."

E num riso histérico, que se torna silêncio, o guarda entra, indo até o homem, e diz a você:
- Ele já falou demais. Já teve o que veio procurar. agora vá embora. ele precisa descansar.

Do lado de fora estavam os 4 brutamontes, mas sabia que não eram ameaça. No entanto, lutar ali seria perder a razão, e provocar o colapso no velho. Já ouvira seu relato. Agora era ponderar e juntar as peças.
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Re: Interlúdio I - Henri!!

Mensagem por Felipe em Dom Out 14, 2018 9:04 pm

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